Guerra à vista? Após invadir a Venezuela, Donald Trump ameça outra nação soberana sulamericana, a Colômbia.

Presidente colombiano Gustavo Petrus mobiliza 30 mil militares na fronteira com a Venezuela invadida pelo império pirata de Donald Trump.

Tensão na América do Sul

Trump disse ao Presidente da Colômbia para ter “cuidado” e o país mobilizou 30 mil soldados para a fronteira com a Venezuela. - O Expresso.

Soldado colombiano na fronteira com a Venezuela, em Cucuta
Luisa Gonzalez

Gustavo Petro afirmou, nas redes sociais, não estar "nada preocupado" com as ameaças de Trump.

A Colômbia vai mobilizar 30 mil soldados ao longo dos 2.219 quilómetros de fronteira com a Venezuela, para garantir a segurança do país, após os Estados Unidos (EUA) terem capturado o Presidente venezuelano. O anúncio foi feito no sábado pela diretora do Departamento Administrativo da Presidência (Dapre), Angie Rodríguez, numa conferência de imprensa em Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, após a instalação de um posto de comando unificado (PMU, na sigla em castelhano) para lidar com a situação na fronteira.

"O governo nacional ordenou o destacamento de 30 mil soldados para a fronteira com a Venezuela, priorizando áreas críticas da fronteira, dentro de um plano de resposta abrangente e coordenado que envolve todas as entidades do Estado colombiano", declarou Rodríguez.

Na mesma conferência de imprensa, o ministro da Defesa colombiano indicou que a situação na região fronteiriça é de "alta tensão" devido à presença de vários grupos armados ilegais, como a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que poderá aproveitar a situação na Venezuela para lançar ataques. Pedro Sánchez Suárez disse que o destacamento militar permitirá "uma resposta coordenada às ameaças na região (...) principalmente ao cartel de droga ELN e ao gangue Tren de Aragua", ambos incluídos pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras.

"A ameaça à Colômbia não vem de outras nações, mas do crime transnacional que tenta levar este veneno [a droga] aos países consumidores e destabilizar a região", afirmou o ministro.

Horas antes, o Presidente dos Estados Unidos avisou o homólogo da Colômbia, Gustavo Petro, para "tomar cuidado". Petro "tem laboratórios de cocaína, tem fábricas onde produz cocaína", disse Donald Trump numa conferência de imprensa na Florida, em que avisou o chefe de Estado da Colômbia de que deve "ficar de olho". Em dezembro, Trump já havia alertado que Petro seria "o próximo" depois de Maduro.

Na mesma conferência de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que também o Governo cubano devia "estar preocupado". Os Estados Unidos lançaram "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.



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