China e Rússia acompanham de perto os movimentos dos EUA em torno das eleições brasileiras.
A disputa eleitoral brasileira entrou definitivamente no radar das grandes potências. Em Washington, Pequim e Moscou, cada movimento pode ser interpretado como sinal de uma mudança no equilíbrio geopolítico da América do Sul. Por André Oliveira A eleição brasileira de 2026 deixou de ser apenas uma disputa doméstica. A poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o processo eleitoral passou a ser observado com atenção crescente pelas principais potências mundiais — e a movimentação dos Estados Unidos ocupa o centro desse tabuleiro. O presidente americano Donald Trump declarou nesta semana que está acompanhando "muito de perto" a eleição brasileira, classificando o pleito como "muito importante". Trump, porém, não declarou apoio formal a nenhum candidato. A declaração ocorre em um momento particularmente delicado nas relações entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, o governo americano adotou medidas econômicas e diplomáticas que provocaram forte r...