Estimativa mostra safra recorde no Paraná neste ano.

Agro. O Paraná pode caminhar para ter uma safra recorde neste ano. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostra que a safra paranaense de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 45,7 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um crescimento de 21,8%, ou 8,1 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024 (37,5 milhões de toneladas). (Bem Paraná)


Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 1,06%, um acréscimo de 479,7 mil toneladas. A área a ser colhida este ano no Paraná deve ser de 11,2 milhões de hectares.

A Região Sul do Brasil responde por 24,1% de toda a produção nacional de grãos, sendo que o Paraná participa com mais da metade da produção da região, com 13,4%.

A safra nacional deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025, o que representa um valor 16,3%, ou 47,7 milhões de toneladas, maior do que a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.

Tarifaço. Os mercados emergentes podem ajudar o Paraná a compensar perdas causadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. É o que aponta um estudo elaborado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap). (BandNews Curitiba)

O levantamento identificou dez mercados emergentes que apresentam crescimento mensal relevante nas importações de produtos paranaenses.

A lista inclui países da Ásia e da América Latina, com destaque para a China que é o destino de quase metade das exportações do estado. Entre os principais itens exportados para o país asiático no primeiro semestre estão soja (US$ 2,9 bi), carnes e miudezas comestíveis (US$ 313 milhões) e pastas químicas de madeira (US$ 91 milhões).

O último estudo publicado pela Faciap alertou que US$ 735 milhões em exportações para os EUA estavam em risco, a nova análise de fluxos comerciais do primeiro semestre do ano revela que US$ 3,5 bilhões já fluem para a China. O valor é cinco vezes superior às vendas americanas.

A Argentina também se destaca como grande parceiro comercial do estado, com US$ 878 milhões negociados no período. Os principais produtos importados pelo país vizinho foram automóveis de passageiros (US$ 234 milhões), tratores (US$ 76 milhões) e autopeças (US$ 70 milhões). Outros importantes parceiros são a Colômbia, Índia e Argélia.

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