Empresas na teia do Master usam terras da União para fabricar R$ 45 bi em créditos de carbono.
Duas empresas ligadas ao chamado caso Master , a Golden Green e a Global Carbon , alcançaram juntas uma valorização superior a R$ 45 bilhões com base em supostos “créditos de estoque de carbono” gerados em uma área que, na realidade, pertence à União e é destinada à reforma agrária . Por se tratar de terra pública, esses ativos não poderiam ser explorados economicamente por empresas privadas . Documentos obtidos pela Folha de São Paulo mostram que ambas as empresas, controladas por fundos administrados pela Reag , investigada pela Polícia Federal, utilizaram como lastro uma área conhecida como Fazenda Floresta Amazônica , em Apuí (AM). O Incra confirmou que a área é pública, arrecadada nos anos 1980, e afirmou que qualquer comercialização de créditos de carbono baseada nessa terra é irregular , causando prejuízo à União. Segundo o órgão, medidas administrativas e judiciais já estão em curso. Fundos podem ter sido usados para inflar patrimônio financeiro de empresários - Rafaela Ara...